segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Porto Alegre, Rio de Janeiro,Lisboa, Lisboa, Lisboa......................................Londres!

    Aviso o caro amigo, conhecido, curioso ou paciente leitor que esse blog tem o objetivo de contar os “causos” que vou passar no decorrer da viagem a Londres. Se por acaso você entrou aqui para buscar dados, distâncias, informações de lojas e o diabo, esqueça. Nem perca tempo lendo. Claro que algumas coisas vão constar, mas a razão de eu estar batendo os dedos nesse teclado é contar fatos banais e cotidianos que qualquer viajante passa, independentemente do local que está visitando.
    Comecemos, então, pela parte mais chata: embarques, voos, esperas, cansaço, etc. Viagens como a que eu vou fazer sempre oferecem atrativos e experiências inesquecíveis, porém nada poderia vir de graça. E nesse caso, além da quantidade significativa de reais, há o stress e o cansaço. Esperava não ter nada demais para contar dessa parte, porém, aconteceram algumas coisas que até rendem algumas linhas. Vamos a elas:

1) Meu voo de Porto Alegre ao Rio de Janeiro estava marcado para as 10h40min. Saí de Poa com vinte minutos de antecedência. Não viajo com grande freqüência de avião, porém, até onde me consta, esse fato é no mínimo curioso.

2) No Rio de Janeiro, cheguei por volta de 12h30min. Meu voo para Lisboa estava marcado para 17h20min. Almoço uma pizza de má qualidade, e vou ao encontro de um banco para esperar, arte fundamental para mim nesse início de viagem. Por volta de 15h, senti uma dor de barriga muito forte. Fiquei uns bons vinte minutos no banheiro passando trabalho e ouvindo dois cariocas conversarem: pô bicho, assim não dá não moleque, pô, você tem que pegar ela de jeito meu irmão, faz direito pô! Até aí tudo bem, a dor de barriga deveria ser o nervosismo da viagem. Porém, ao sair do banheiro, ao invés de ir pra sala de embarque de uma vez, já que o embarque estava marcado para as 16h30min, decidi sentar e ler mais um capítulo do Ensaio sobre a cegueira. Teria tempo de sobra para ler, já que o capítulo não era muito grande. Aí aconteceu uma coisa que eu nunca imaginei que iria acontecer comigo. Quase no final do capítulo (esse detalhe foi omitido aos meus pais e namarada porque eles iriam querer me matar, especialmente a Vanessa) eu dormi! Não que o livro seja ruim, longe disso, estou gostando muito do estilo do Saramago, mesmo sendo uma leitura considerada por alguns “pesada”. Comentários (im)pertinetes à parte, eu simplesmente dormi sentado. E que horas eu despertei? 16h30min! Saí correndo e entrei na fila para apresentar minha bagagem de mão e passar pela imigração. Resumo da ópera: às 17h eu estava indo em direção ao portão 37. Estava suando em bicas, nervoso, afoito, e atrasado. Quando encontrei o portão, fiquei confuso. Todos os passageiros estavam em torno dele, e nenhum sinal de funcionários que representassem a empresa. Isso gera o próximo capítulo: TAP x Pontualidade

3) Até agora, posso interpretar o P da empresa TAP como qualquer coisa, menos pontualidade. Saí do Galeão, aeroporto do Rio, por volta de 18h40min. Agradeço ao atraso de mais de hora dos amigos portugueses. Salvaram minha pele. O voo foi tranqüilo, só que esqueci o remédio dramin, que em mim exerce um efeito de nocaute. Com isso, vi três filmes pela metade, li dois capítulos do Ensaio e uma revista de história em Espanhol. Cheguei moído em Lisboa às 7h30min. Meu voo para Londres era às 14h45min.

4) Para não cometer o mesmo erro duas vezes, ao chegar em Lisboa fui direto à sala de embarque. Caso eu fosse capotar em uma cadeira, avisaria algum funcionário o horário do meu voo e dormiria em paz. Porém, por volta das 10h, descobri que a TAP estava novamente sendo gentil comigo e com outros tantos passageiros com destino a Londres: o voo atrasaria 1h! De novo? Ao diabo a TAP! Dessa vez eu poderia reclamar de boca cheia, estava na sala de embarque com 5 horas de antecedência! Não teve remédio. Abordei uma cidadã que estava com um laptop e perguntei se ela estava conectada à internet. Após a negativa, vi que era brasileira e ficamos conversando. Conversar faz o tempo passar um pouco mais rápido. Um pouco. Ela era de Fortaleza e estava voltando da França. Seu namorado era de lá. Mais detalhes dessa conversa são irrelevantes, pois foi a típica conversa de espera no aeroporto: para onde você já foi? Aé? Quanto tempo? Legal? Eu fui pra tal lugar... No final das contas, embarquei às 16h e pouco para Londres.

5) Ao chegar em Londres, fui comprar o oyster, cartão para ter acesso ao metrô. Depois comprei um cartão telefônico e tentei ligar para meu velho. Trocadas as notícias, fui pegar o metrô e ir para “casa”. Detalhes da imigração, aeroporto e moradia ficam pro próximo capítulo.

   Como estou há dois dias em Londres, não tenho muito o que falar até então. Fiz esse capítulo inicial só para os detalhes da chegada. Mais fatos, dessa vez agradáveis e sem esperas e atrasos ficam para os próximos dias. Um abraço a todos, especialmente à TAP!