quinta-feira, 21 de outubro de 2010

See you Queen!

    Parece que foi ontem que levantei para pegar o ônibus rumo a Porto Alegre com um pouco de ressaca, pois tinha comido 300 quilos de costela janela e tomado muitas cervejas com meus amigos.  Dois meses passaram como duas semanas. Será que o tempo não está “voando” mais rápido que o normal? Tenho certeza que você já pensou sobre isso alguma vez na vida...
    Antes de voltar para o coração do Rio Grande do Sul, vou passar por Barcelona, Roma e Lisboa. Mais uma oportunidade para conhecer novas culturas, pessoas, monumentos, praças... Esse era um dos objetivos da viagem, e foi cumprido à risca. Nesses dois meses em Londres, tive muitas experiências, conversei com muita gente em inglês (coisa que eu nunca pensei que conseguira fazer), conheci lugares incríveis... São tantas coisas para escrever que poderia encher essa página. Porém, sejamos sucintos.

    Em dois meses meu inglês evoluiu muito. Infelizmente, tive um começo de curso muito ruim, e julgo que poderia ter aproveitado mais. Porém, mesmo com aulas ruins, eu precisava entender o que o professor falava, então, estava sempre exercitando a audição. É impossível obter fluência em inglês em dois meses de curso, começando no nível elementar. Finalizo as atividades no intermediário. Grande progresso!

    Sobre pessoas. Conheci gente de tudo que é canto. Algumas ideias mudaram em relação às nacionalidades, outras não. Os espanhóis, por exemplo. A grande maioria é exatamente como eu pensava: acham que são os melhores. Já alemães, que eu pensava serem taciturnos e brabos, se mostraram amigáveis e bem humorados. E por aí vai...
    Parques, monumentos, obras de arte, miscigenação, diferentes culturas. Londres é o lugar ideal para você encontrar tudo isso e mais um pouco. Se você ainda não está satisfeito, pode conhecer lugares próximos daqui, como Amsterdam. Tudo é perto, acessível e com certeza vai engrandecer sua experiência de vida.
   Então, encerro os trabalhos do blog sobre Londres. A aqueles que acompanharam o blog até aqui: parabéns pela persistência. Aos que pararam no meio do caminho: eu compreendo sua decisão. Sem mais delongas, this is the end:

“Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.” (William Shakespeare)  

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Amsterdam: um novo gás para o blog!

    Após 22 dias sem postar nada, eis que surjo de novo! Não entendam errado o ostracismo ao qual o blog foi submetido. O fato é que, além de um pouco de preguiça, cansaço e falta de concentração, deixei de lado as leituras em português, e parece que isso afetou também a escrita! Boa desculpa?
Bueno, Londres continua me proporcionando novas experiências. Teria conteúdo suficiente para outros posts, porém, eu não fiz, então, o que passou, passou.
Antes de entrar no tema “novo gás”, comento um pouco sobre um fato que alguns amigos vão apreciar.
    Depois de terminar o livro Ensaio sobre a cegueira, abandonei as leituras em português (com exceção do globo.com/esportes/Grêmio). Fui a uma livraria e comprei o Velho e o Mar em inglês e também adquiri o hábito de ler o jornal Metrô todas as manhãs. E foi na edição de quinta-feira (23 set) que vi o anúncio no canto inferior esquerdo da página 32: a cerveja irlandesa Guinness completaria 251 anos no dia. Para brindar à longa vida da bebida, o jornal divulgou uma propaganda convidando as pessoas a irem a um pub com direito a um pint de graça, mediante a entrega do anuncio do jornal, com os campos e-mail e nome completo preenchidos.
    O Adriano teve a ideia de levarmos uns doze anúncios e tentar beber de graça. Fomos então, duvidando muito do nosso plano brasileiro, pois mesmo trocando os nomes na hora de preencher os papéis, “as caras” seriam as mesmas. E não é que deu certo? Algumas coisas só acontecem por aqui mesmo.  Resultado: bebemos 12 pints de graça e escutamos uma banda muito boa! Happy Birthday Guinness!
    Agora sim, podemos falar sobre a atraente Amsterdam. Acredito que algumas palavras podem resumir o que é a cidade: Turistas, prostitutas, loucura, maconha e bicicletas, muitas bicicletas! A característica arquitetônica de Amsterdam é baseada na conservação do estilo antigo das casas. Outra peculiaridade são os canais que cortam a cidade. Nunca estive em Veneza, mas acredito seja mais ou menos parecido. As ruas centrais são muito estreitas, e sempre têm “quebradas” para todos os lados. E sobre as bicicletas, muito cuidado. Existem milhares por todos os lados, se você não abrir o olho, será atropelado!
    Logo que cheguei à cidade, por volta das 8h da manhã, deixei minha mochila no hostel e fui encontrar às 10h um grupo de Walk Tour Free - uma caminhada com guia de “graça”, porém o guia lembrou logo no início do passeio: - vocês fazem meu preço, um tour normal custa 15 euros e dura só uma hora, porém eu vou caminhar com vocês por três horas, explicando a história da cidade, e, depois, peço que avaliem o valor do tour e decidam quanto eu valho. Ok. Não precisam nem perguntar, eu não dei nenhum “pila”.
    À noite, caminhei pelas ruas vendo o aglomerado de gente, pequenos pubs, coffeeshops (local onde as pessoas podem comprar e fumar maconha, haxixe..) e a famosa Red Light. Para quem não conhece ainda, a Red Light é a parte onde você encontra as “vitrines” com manequins de carne, às vezes muita carne, e osso. Basicamente, as vitrines são pequenos quartos, um do lado do outro, com portas feitas de vidro e claro, prostituas dentro. Enquanto você caminha tranquilo, as garotas vão olhando para você, tentando mexer com sua cabeça e “seduzir” seus euros. O legal é que existem partes só com vitrines em corredores tão estreitos que mal passam duas pessoas de uma vez. Porém, também há na área mais central, do lado de barzinhos, teatros, coffeeshops. Na hora eu fiquei imaginando o que passaria pela cabeça se um casal de terceira idade católico e conservador, meus pais, ou os seus pais estivessem por lá.
    Amsterdam é mesmo paradoxal para outras culturas. Em alguns pubs você não pode fumar cigarro, só “drogas”. Urinar na rua é pecado capital. Nas lojas de suvenir, ao invés de encontrar a torre Eiffel ou o Big Ben, você acha folhas de maconha para pendurar na geladeira, canecas com peitos, camisetas com o Mário Bross fumando baseado, e por aí vai. Claro que existem produtos “normais”, mas eu diria que 70% deles têm alguma conotação sexual ou satírica.   
    Não vou me estender mais para não deixar a leitura cansativa. Quem puder, visite essa simpática e divertida cidade holandesa. Ah, e não esqueça de alugar uma bicicleta e peladar pela cidade. Amsterdam é pequena, com um mapa embaixo do braço e energia nas pernas, não tem perigo de se perder. Eu fiz isso. É uma experiência muito boa!