quinta-feira, 21 de outubro de 2010

See you Queen!

    Parece que foi ontem que levantei para pegar o ônibus rumo a Porto Alegre com um pouco de ressaca, pois tinha comido 300 quilos de costela janela e tomado muitas cervejas com meus amigos.  Dois meses passaram como duas semanas. Será que o tempo não está “voando” mais rápido que o normal? Tenho certeza que você já pensou sobre isso alguma vez na vida...
    Antes de voltar para o coração do Rio Grande do Sul, vou passar por Barcelona, Roma e Lisboa. Mais uma oportunidade para conhecer novas culturas, pessoas, monumentos, praças... Esse era um dos objetivos da viagem, e foi cumprido à risca. Nesses dois meses em Londres, tive muitas experiências, conversei com muita gente em inglês (coisa que eu nunca pensei que conseguira fazer), conheci lugares incríveis... São tantas coisas para escrever que poderia encher essa página. Porém, sejamos sucintos.

    Em dois meses meu inglês evoluiu muito. Infelizmente, tive um começo de curso muito ruim, e julgo que poderia ter aproveitado mais. Porém, mesmo com aulas ruins, eu precisava entender o que o professor falava, então, estava sempre exercitando a audição. É impossível obter fluência em inglês em dois meses de curso, começando no nível elementar. Finalizo as atividades no intermediário. Grande progresso!

    Sobre pessoas. Conheci gente de tudo que é canto. Algumas ideias mudaram em relação às nacionalidades, outras não. Os espanhóis, por exemplo. A grande maioria é exatamente como eu pensava: acham que são os melhores. Já alemães, que eu pensava serem taciturnos e brabos, se mostraram amigáveis e bem humorados. E por aí vai...
    Parques, monumentos, obras de arte, miscigenação, diferentes culturas. Londres é o lugar ideal para você encontrar tudo isso e mais um pouco. Se você ainda não está satisfeito, pode conhecer lugares próximos daqui, como Amsterdam. Tudo é perto, acessível e com certeza vai engrandecer sua experiência de vida.
   Então, encerro os trabalhos do blog sobre Londres. A aqueles que acompanharam o blog até aqui: parabéns pela persistência. Aos que pararam no meio do caminho: eu compreendo sua decisão. Sem mais delongas, this is the end:

“Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.” (William Shakespeare)  

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Amsterdam: um novo gás para o blog!

    Após 22 dias sem postar nada, eis que surjo de novo! Não entendam errado o ostracismo ao qual o blog foi submetido. O fato é que, além de um pouco de preguiça, cansaço e falta de concentração, deixei de lado as leituras em português, e parece que isso afetou também a escrita! Boa desculpa?
Bueno, Londres continua me proporcionando novas experiências. Teria conteúdo suficiente para outros posts, porém, eu não fiz, então, o que passou, passou.
Antes de entrar no tema “novo gás”, comento um pouco sobre um fato que alguns amigos vão apreciar.
    Depois de terminar o livro Ensaio sobre a cegueira, abandonei as leituras em português (com exceção do globo.com/esportes/Grêmio). Fui a uma livraria e comprei o Velho e o Mar em inglês e também adquiri o hábito de ler o jornal Metrô todas as manhãs. E foi na edição de quinta-feira (23 set) que vi o anúncio no canto inferior esquerdo da página 32: a cerveja irlandesa Guinness completaria 251 anos no dia. Para brindar à longa vida da bebida, o jornal divulgou uma propaganda convidando as pessoas a irem a um pub com direito a um pint de graça, mediante a entrega do anuncio do jornal, com os campos e-mail e nome completo preenchidos.
    O Adriano teve a ideia de levarmos uns doze anúncios e tentar beber de graça. Fomos então, duvidando muito do nosso plano brasileiro, pois mesmo trocando os nomes na hora de preencher os papéis, “as caras” seriam as mesmas. E não é que deu certo? Algumas coisas só acontecem por aqui mesmo.  Resultado: bebemos 12 pints de graça e escutamos uma banda muito boa! Happy Birthday Guinness!
    Agora sim, podemos falar sobre a atraente Amsterdam. Acredito que algumas palavras podem resumir o que é a cidade: Turistas, prostitutas, loucura, maconha e bicicletas, muitas bicicletas! A característica arquitetônica de Amsterdam é baseada na conservação do estilo antigo das casas. Outra peculiaridade são os canais que cortam a cidade. Nunca estive em Veneza, mas acredito seja mais ou menos parecido. As ruas centrais são muito estreitas, e sempre têm “quebradas” para todos os lados. E sobre as bicicletas, muito cuidado. Existem milhares por todos os lados, se você não abrir o olho, será atropelado!
    Logo que cheguei à cidade, por volta das 8h da manhã, deixei minha mochila no hostel e fui encontrar às 10h um grupo de Walk Tour Free - uma caminhada com guia de “graça”, porém o guia lembrou logo no início do passeio: - vocês fazem meu preço, um tour normal custa 15 euros e dura só uma hora, porém eu vou caminhar com vocês por três horas, explicando a história da cidade, e, depois, peço que avaliem o valor do tour e decidam quanto eu valho. Ok. Não precisam nem perguntar, eu não dei nenhum “pila”.
    À noite, caminhei pelas ruas vendo o aglomerado de gente, pequenos pubs, coffeeshops (local onde as pessoas podem comprar e fumar maconha, haxixe..) e a famosa Red Light. Para quem não conhece ainda, a Red Light é a parte onde você encontra as “vitrines” com manequins de carne, às vezes muita carne, e osso. Basicamente, as vitrines são pequenos quartos, um do lado do outro, com portas feitas de vidro e claro, prostituas dentro. Enquanto você caminha tranquilo, as garotas vão olhando para você, tentando mexer com sua cabeça e “seduzir” seus euros. O legal é que existem partes só com vitrines em corredores tão estreitos que mal passam duas pessoas de uma vez. Porém, também há na área mais central, do lado de barzinhos, teatros, coffeeshops. Na hora eu fiquei imaginando o que passaria pela cabeça se um casal de terceira idade católico e conservador, meus pais, ou os seus pais estivessem por lá.
    Amsterdam é mesmo paradoxal para outras culturas. Em alguns pubs você não pode fumar cigarro, só “drogas”. Urinar na rua é pecado capital. Nas lojas de suvenir, ao invés de encontrar a torre Eiffel ou o Big Ben, você acha folhas de maconha para pendurar na geladeira, canecas com peitos, camisetas com o Mário Bross fumando baseado, e por aí vai. Claro que existem produtos “normais”, mas eu diria que 70% deles têm alguma conotação sexual ou satírica.   
    Não vou me estender mais para não deixar a leitura cansativa. Quem puder, visite essa simpática e divertida cidade holandesa. Ah, e não esqueça de alugar uma bicicleta e peladar pela cidade. Amsterdam é pequena, com um mapa embaixo do braço e energia nas pernas, não tem perigo de se perder. Eu fiz isso. É uma experiência muito boa!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Método de aprender inglês: aulas, conversas e cervejas

    Hoje foi meu primeiro dia na nova turma no cursinho de inglês. Meu horário era das 8h às 11h. Agora entro uma hora mais tarde, e acabo ao meio-dia. Troquei de classe porque não gostei do método do antigo professor. Ele era legal e tinha um bom sotaque, porém não gostava dos exercícios que ele propunha em aula. Pareciam infantis e sem resultado. De qualquer forma, meu inglês está evoluindo na medida do possível. Consigo entender a maioria das coisas que as pessoas falam, tenho só algumas dificuldades gramaticais na hora de formular frases. Algumas saem meio “toscas”, mas segundo a maioria das pessoas que troquei algumas palavras, tenho um sotaque bom para um brasileiro.

    Brasileiros, aliás, não faltam na minha nova turma. São seis! Um japonês, três mulheres na faixa dos 35 anos, uma mais ou menos da minha idade e um cara muito figura do Maranhão. Os demais alunos são quase todos espanhóis.
    A grande maioria dos estutantes que conversei está realmente determinado a aprender inglês. Os turcos e alguns espanhóis são os mais resistentes em relação à nova língua, parece que estão mais preocupados com outras coisas, como aproveitar as atrações diurnas e noturnas de Londres.
    Eu conheci apenas uma boate, e foi na minha primeira semana aqui. O responsável pela parte da agência de viagens que me vendeu o pacote para vir a Londres organizou um chamado Pub Crawl, que se resumiu em visitar três pubs escolhidos por ele, teoricamente ganhar uma cerveja em cada um (fato que não aconteceu, deu uma pequena confusão, mas nada demais) e depois ir a uma festa. Tudo isso por 12 libras. Sobre os pubs: até agora, fora essa boate, eu só visitei pubs, pois prefiro esse ambiente. É mais tranquilo para tentar conversar em inglês e tomar uma cerveja. Os pubs são normais. Um balcão gigante com as “torneirinhas” de cerveja, e na parte de trás um armário enorme com tudo que é tipo de drink. As pessoas escolhem mesas, tomam sua bebida e conversar bastante. Não existe aquela fumaça irritante do cigarro. É proibido fumar em estabelecimentos públicos aqui. E beijos, apesar de serem legais do ponto de vista da lei, são raríssimos. Fato também que percebi na boate. Perguntei para o Adriano sobre isso. Ele me disse que aqui o pessoal não tem o hábito de se beijar tanto nas festas, mais dançam, se conhecem.  E que se eu visse duas pessoas trocando um pouco de saliva, provavelmente uma delas seria brasileira. Mas não sejamos tão rigorosos com os brasileiros, claro que existem também italianos, espanhóis, turcos, etc. que se beijam por aí. Por fim, a boate.  Era parecida com o absinto hall, de Santa Maria, e mais ou menos o mesmo estilo. Sobre essa boate há uma história engraçada envolvendo um americano com aparência de cientista maluco, mas esse fato eu trato no início do próximo post.

    Claro que devem existir infinitas boates com diversas festas diferentes aqui. A vantagem dos pubs, além de um clima melhor para uma conversa, é que você não precisa pagar para entrar. Já as boates geralmente são pagas. Perguntei para o Adriano a média de preço para uma noite, dentro da nossa realidade. Ele disse que os valores variam de 10 a 30 libras. E quanto às cervejas? Um pint (copo com mais ou menos 550mls) está na média de quatro libras. Se você achou caro, como eu, imagine as outras festas que existem. Penso que a fama da noite de Londres também pode ser interpretada de outra maneira: para quem tem muitas libras no bolso, opções para torrá-las não faltarão.      
    Sobre as cervejas que bebi. Provei a Beck’s, Stella Artois e Guinness preta, essa última por insistência do Adriano, que visitou a fabrica da cerveja em Dublin e ficou me explicando todo o processo de produção da Guinness enquanto “degustávamos” o produto.  As duas primeiras são boas. Achei parecidas com as cervejas do Brasil. São servidas mais ou menos como se fossem tiradas de uma geladeira de boa potência. Sobre a cerveja preta, sou suspeito para falar, pois acho que tem um gosto parecido com café. Mas acredito que é uma boa cerveja para quem gosta do estilo. Em casa tenho um fardo de Foster’s, cerveja australiana leve e boa, que comprei numa promoção no mercado.   

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Livros, cachorros, drag queens, martelos...

    Há quase três semanas em Londres, posso dizer que me sinto adaptado. Já me acostumei ao metrô e suas loucuras – alguns dias vazio, outros tão lotado que ao parar em uma estação e abrir as portas, as pessoas são “cuspidas” do veículo – aos ônibus e seu sistema de pagamento na base da fidelidade, a imensa variedade de idiomas que se escuta nas ruas, etc. Mas algumas coisas ainda surpreendem. Como na terça ou quarta-feira. Estava eu na fila da H&M, uma loja estilo Renner, porém maior e mais barata*. Na minha frente, pagando suas compras, havia um homem de estatura mediana, barbudo e cabeludo. Até aí tudo bem, um cara alto, magro e com aparência de roqueiro. Porém, quando ele passou por mim, repararei em um detalhe estranho na sua calça jeans. Na perna direita, mais ou menos na altura do joelho, a calça estava rasgada e tinha um martelo cor prata enfiado, preso pela parte de cima! O cara rasgou a jeans na metade da perna e colocou um martelo ali! Para que diabos uma pessoa anda com um martelo na calça?
*Loja barata mesmo é a Primark, que vende camisetas a partir de duas libras, moletons e jeans a partir de quatro libras, meias, roupa de cama, um monte de produtos. Quem pensa que pelo preço deve ser um balaio se engana, os produtos são muito bons pelo preço oferecido.
    Outra coisa bem interessante eu vi domingo à tarde, quando estava em Piccadilly dando umas voltas, comprando lembranças de Londres. Depois de passar por algumas lojas, ouvi um blues que me chamou a atenção. Cheguei mais perto. O som vinha de um pub, muito pequeno. Amontoados num canto estavam um baterista, um saxofonista, um tecladista, um guitarrista e um baixista. Não sei como conseguiam tocar, porque era realmente apertado o local. Cheguei mais perto e tentei entrar, porém me disseram que teria que comprar um drink. Minha garganta estava totalmente fechada. Desisti, fiquei só escutando um pouco, admirado com a qualidade do som e com a quantidade de gente que assistia a banda dentro do pub, que deveria suportar no máximo 50 pessoas.
    Caminhando mais algumas quadras, cheguei ao bairro chinês Soho. Entre as diversas lojas, vi alguns pubs abertos, onde transitavam drag queens. Ao redor dos estabelecimentos eu enxergava um monte de homens. Alguns com aparência de  mais ou menos 35 anos, cabeças raspadas e barbas grandes, outros um pouco mais novos, cabelos curtos e barba por fazer. Todos estavam juntos e bem animados. Eles trocavam abraços, falavam alto e bebiam cerveja. Provavelmente a maioria deles era homossexual. Alguns não deixavam dúvidas, outros até poderiam deixar, mas se tratando de onde estavam, e pela facilidade que abraçavam os amigos, pareciam estar participando de uma reunião a base de cerveja e afagos.
    Saindo um pouco daquele clima de oba-oba, fui a Leicester Square, praça famosa pelos eventos em que participam várias estrelas do cinema mundial. Sentei ali e fiquei esperando o tempo passar, pois por volta das 20h iria a uma churrascaria brasileira. Não vou escrever um parágrafo sobre a churrascaria. Só um resumo: local onde trabalham só brasileiros, dono brasileiro, num bairro onde há um monte de estabelecimentos made in Brazil. Nos serviram picanha, costela de gado (ou de boi, como disse o garçom na hora de oferecer), fraldinha, coração de galinha, costela e lombo de porco. Destaque para a picanha. Preço: 22 libras pela janta, porém, pagamos oito mais o 10% e as bebidas, pois compramos numa promoção. Nota: 6.
    A produção textual do blog está lenta. Por isso vou tratar de mais assuntos e misturar temáticas. Então, saindo do estilo martelo na calça, do churrasco e das peculiaridades do bairro Soho, escrevo um pouco sobre o hábito da leitura das pessoas que moram em Londres.
    Comentei vagamente em um dos meus posts antigos que as pessoas leem muito nos metrôs. Alguns aspectos podem ajudar a entender melhor esse hábito. Não tenho a informação exata de quantos jornais são distribuídos gratuitamente em Londres. Sei que o Metro é distribuído de segunda a sexta-feira, pela manhã. Conforme consta em seu site, o Metro é o maior jornal free do mundo. Já pela parte final da tarde, o London Standard Evening  é outra opção de leitura free. Também existem revistas gratuitas, mas essas trabalham mais com o lado da propaganda e menos com o lado do jornalismo. Porém, as revistas sempre podem oferecer algum material interessante. Somado a isso, temos o baixíssimo preço dos livros. Um exemplo: A trilogia Millenium, do autor sueco Stieg Larsson, é Best seller em Londres. Você pode comprar os dois primeiros livros da série por sete libras! Lembro que, umas duas semanas antes de viajar, vi uma lista dos mais vendidos no Brasil, na revista Veja. A Cabana estava entre os cinco primeiros, e custava em torno de 25 reais. Visitei algumas livrarias aqui. Quando há promoções do dia, ou mesmo sem promoções, a diferença de preço para o Brasil é muito grande. É uma pena que essa realidade não sirva para nós.  
    Mais dois detalhes para encerrar o post. Ontem fui no Imperial War Museum. Fique duas horas e meia vendo todas as engenhocas que os humanos construiram para matar outros humanos. Aviões, tanques, facas, bombas, armas de fogo... Também tinha uma exposição sobre o Holocausto e um monte de filmes, documentos, etc. Um museu muito bem estruturado para quem gosta do assunto. Vendo tudo aquilo não pude deixar de pensar em a que ponto a nossa raça chegou. E a que pode chegar ainda? É estranho para mim ver tudo aquilo, pois como sou novo, conheço os fatos só por uma fonte: livros. É impossível para mim imaginar o que todas aquelas pessoas passaram. Não vou me estender mais sobre esse assunto, deixo isso para quem é especialista e tem algo melhor a oferecer.

    Quando estava voltando do museu, peguei o metrô cheio. Estava muito cansado e todos os assentos estavam ocupados. Minha distração foi manter o equilibrio e achar os números certos no Sudoko, o joguinho de completar os quadrados com números que não podem se repetir. Entre uma das várias paradas para “carga/recarga” de humanos, vi que um passageiro de quatro patas se destacava: um cachorro da raça boxer. E sem focinheira! Aqui é possível entrar com animais no ônibus e no metrô sem a necessidade de precaver os demais passageiros de um possível ataque de fúria do animal! Incrível! Eu nunca pensei que um dia poderia entrar num metrô em Londres com meu futuro pastor alemão!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sobre alguns pontos turísticos de Londres

    Quarta, por volta das seis e cinquenta da manhã, fui pegar o ônibus para ir à aula. Como era previsto, a greve afetou o serviço de mais da metade das linhas de metrô da cidade. Segundo o Adriano (não eu, rã), a parada foi anunciada há três meses. O objetivo do movimento foi protestar contra a provável demissão de 800 funcionários dos metrôs. Fui buscar mais informações no jornal, e vi que as próximas três paralisações já foram anunciadas, inclusive com datas definidas. Então lá estava eu no ônibus, espremido, sendo prensado por todos os lados. Fiquei mais ou menos meia hora de pé, e mais vinte minutos sentado até chegar ao centro. O ônibus que peguei era minhocão. A parte que une o veículo, que parece uma sanfona, ficou abarrotada de gente, e o corredor ficou vazio! O pessoal que mora em Londres devia passar um mês no Rio ou São Paulo para aprender como se posicionar quando um ônibus está lotado.
    Deixando os transtornos de lado, vou falar um pouco dos pontos turísticos que visitei. Como foram visitas breves até agora, não vale a pena fazer um relato minucioso dos lugares, pois a falta de inspiração me impede no momento e é muito fácil achar fotos que retratem os locais.

    Como o tempo nos meus quatro primeiros dias em Londres estava perfeito, amanhecendo nublado, e no decorrer da tarde o sol dando as caras com toda sua força, na terceira tarde eu conheci alguns dos cartões postais de Londres. Iniciando pelo Buckingham Palace, a residência oficial da Rainha Elizabeth II, passei pelo Big Ben, um dos relógios mais famosos do mundo, senão o mais famoso. O London Eye, uma roda gigante com mais de 100 metros de altura, pode ser vista do local onde se encontra o Big Ben. Só vi de longe, mas irei dar uma passeada por lá daqui uns dias, estou só esperando o sol aparecer de novo. Por fim, estive na National Gallery, que tem uma estrutura muito bonita e abriga quadros de diversos pintores, como Da Vinci e Caravaggio.

    Aproveitando a maré de sorte do tempo, no quarto dia visitei a Tower Brigde, local que estampa a foto do blog. Você pode ver a torre da London Brigde, e de longe já percebe a beleza da estrutura. Acho que a foto que está junto ao título do blog reforça o que eu digo.

    Depois dessas caminhadas, meu animo esfriou um pouco, assim como o tempo. Não digo que esfriou no sentido de me desmotivar por estar aqui, apenas não saí para nenhuma caminhada. Com o dia limpo as fotos ficam mais atraentes.

    Por fim, sobre os pontos turísticos, tenho que escrever sobre o Museu de Cera da Madame Tussauds e do Observatório de Greenwich. O Museu expõe replicas idênticas (raras vezes não) de algumas celebridades na área de cinema, política, música, esportes, etc. Achei muito legal. E o observatório é um ambiente dedicado à astronomia e curiosidades sobre o tema. O legal é que junto ao observatório existe um parque muito bonito, com várias árvores, pessoas fazendo piquenique, tentando jogar bola, passeando com os cachorros, etc. Tive que pegar dois metrôs e um trem para ir até lá, mas valeu à pena.

    Para não misturar muito os assuntos, vou tratar no próximo post sobre preços de livros, roupas, comida e mais curiosidade sobre as pessoas. Será um post mais inspirado e atraente, assim espero.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais detalhes culturais sobre Londres

    Devido a uma greve nos metrôs, nessa segunda-feira, “ganhei” uma tarde para ficar em casa. Como choveu muito o dia todo e não sei muito bem pegar ônibus, fiquei por casa para escrever e revisar o conteúdo de inglês. Amanhã será um problema ir à aula, pois todos os ônibus estarão extremamente lotados, no melhor estilo brasileiro. Os organizadores da greve prometeram 24h sem serviço nos metrôs a partir das 17h de hoje. Outro motivo que me fez ficar em casa foi a gripe. Estou com o nariz podre e muito moleza no corpo.

   Seguindo o post anterior, tratemos um pouco sobre as pessoas. Andar pelas ruas de Londres pode ser um jogo do tipo, qual a sua nacionalidade? Salvo os indianos, turcos e chineses (japoneses e coreanos, que eu nunca sei a diferença, e, pra piorar, às vezes são brasileiros!) é muito difícil identificar a origem das pessoas. É uma mistura imensa. Sempre ouvi falar que o povo inglês é fechado e não gosta de conversar com outras pessoas. Porém, até agora isso é apenas um dito para mim. Nunca recebi uma reposta negativa a um pedido de ajuda. Algumas pessoas eram inglesas, pois perguntei. Outras, não tenho a mínima ideia. Independentemente da origem, recebi sempre respostas positivas e sempre educadas. Talvez essa grande miscigenação tenha quebrado um pouco o gelo do povo inglês. Eu não sei o que pensar sobre isso. O que posso escrever é que encontrei muitas pessoas educadas.

    Sobre o transporte coletivo, existem diferenças em relação ao Brasil. Nos ônibus não existem cobradores. Quando você entra no veículo, dá de cara com um tipo de painel eletrônico, redondo e do tamanho de uma laranja, onde todas as pessoas passam o cartão Oyster*. Esse painel fica ao lado do motorista. Porém, muitas vezes o "motóra" não está nem aí para você. Fica olhando para o outro lado da janela, pensando na morte da bezerra. O sistema depende da boa fé das pessoas. É possível entrar no ônibus sem ter um centavo no bolso. O risco que o gatuno corre é que, eventualmente, agentes fazem uma vistoria nos veículos. Em determinada parada, as entradas são bloqueadas e um agente entra no ônibus com uma maquininha que confere se o cartão Oyster foi tocado no painel. Caso você seja pego em flagrante, pode ter que pagar uma multa que gira em torno de cem libras e ser preso. Não pagar o ônibus é crime de ofensa pública, segundo me disse a Lila.

*Oyster é o cartão vale transporte de Londres. Você escolhe as zonas que quer (da 1 a 6), e compra por um período que dura de uma semana a um ano (ou um pouco menos, não tenho certeza). O cartão possibilita o trânsito livre por trens, metrôs e ônibus. Caso use outras linhas, você paga um custo adicional.

    As paradas de ônibus têm mapas e outras informações. Mesmo que você não saiba nada de Londres, como eu, pegar ônibus não é tão difícil porque, além dos mapas, dentro dos veículos existem painéis eletrônicos que mostram o nome de cada parada. Os veículos também possuem avisos eletrônicos, através de uma voz enjoada de mulher robô. Você só precisa saber para onde quer ir, seguir os mapas, levar um livro ou tirar uma sesta.

    No metro é o mesmo esquema: você toca o oyster nas catracas e libera a entrada. Porém, existem agentes pelos arredores e não é possível liberar a entrada sem o toque do cartão. Em relação ao trem, o sistema de boa fé novamente aparece. Como não é preciso passar por catracas para acessar a estação, há um lugar específico para o painel de toque do cartão. Só depende de você passar ou não. O trem também é sujeito a revistas aleatórias.

    Encerrando essa parte do transporte. Se você vier um dia para Londres, saiba que o Oyster funciona de longe, ou seja, você pode por ele na sua carteira e deu. Encoste a carteira no painel e sua entrada é liberada. Nas primeiras vezes eu não sabia disso, e toda a santa vez que ia pegar o metrô ou o ônibus, perdia alguns segundos pegando meu oyster da carteira e atrapalhando o fluxo de pessoas. Até que reparei algumas pessoas fazendo isso e aprendi. Sempre é bom observar os mais experientes!

    Enquanto finalizava o post, acessei o site do http://www.tfl.gov.uk/, site do transporte de Londres. Só uma linha está parada. Espero que continue assim, se não amanhã tenho que acordar pelas seis para pegar o ônibus, e com essa gripe fica complicado.

domingo, 5 de setembro de 2010

Primeiras voltas por Londres

    Antes de falar sobre as primeiras voltas que dei por Londres, trato rapidamente sobre a casa e os moradores. É o segundo capítulo que começo com “antes de falar disso, vou falar um pouco daquilo”. Espero que seja o último, pois não pretendo deixar mais textos atrasados, já que meu corpo deve estar adaptado ao fuso horário nos próximos dias.

    Como escrevi no post anterior, na casa moram sete pessoas. É uma moradia simples, com uma cozinha/sala, quatro quartos e um banheiro. Abaixo os detalhes gerais de cada morador para finalizar essa primeira parte:

Quarto 1: Lisiane (Lila), de Lagoa Vermelha, mora cerca de quatro anos na casa, sete em Londres.

Quarto 2: Alberto, colombiano, mora na casa há dois anos. Não sei mais informações sobre ele, pois percebi que dificilmente está em casa. Parece que trabalha de madrugada e dorme de dia em casa, quando dorme. Se não me engano ele tem parentes por aqui. Apenas aluga o quarto, não divide nada na cozinha.

Quarto 3: Pertence ao casal de irmãos Adriano e Carla, de Passo Fundo. Chegaram junto à casa. Estão há cerca de onze meses em Londres.

Quarto 4: Stefan, carioca do Rio, mora há quatro meses aqui; Pablo, gaúcho de Porto Alegre, está há meses na casa. Por fim, eu.

    Se em algum momento for necessário, entro em mais detalhes sobre os moradores. Por enquanto, julgo que não seja. Última questão: para quem não percebeu, a casa é dominada pela gauchada! Mas que barbaridade tchê! São cinco cuias e bombas e vários pacotes de erva mate. E eu que estava receoso de ficar dois meses sem um bom chimarrão!

    Bom, agora atenção exclusiva a Londres. Segunda-feira, meu terceiro dia na cidade, depois de ter ajeitado meu quarto, minha mala e ter comprado comida, decidi movimentar o organismo. Peguei minha câmera digital, um mapa e saí.

    Minha casa é perto da estação Manor House. Para chegar a Piccadilly Circus, região centro de Londres, demoro cerca de 40 minutos. Na minha primeira viagem lúcida de metro, pude reparar discretamente nas pessoas. Ler e dormir são as duas atividadaes mais praticadas pelos passageiros. Caso uma pesquisa fosse realizada sobre qual das duas é mais frequente, eu votaria na opção da pequena sesta no banquinho apertado do metrô. Claro que é cedo parar dizer que isso é um fato concreto, mas em cinco dias isso fica evidente. Eu mesmo aproveitei um dia para “descansar os olhos”.

    Ao sair do metro, dei de cara com a estátua central de Picaddilly: Eros (a próxima vez que eu passar por lá vou conferir se é uma homenagem ao deus do amor; alguns sites afirmar que não é, porém não citam fontes). Um aglomerado de pessoas ficava em volta da estátua, como um bando de formigas ao redor de um pedaço de chocolate no chão. A estátua é um “point” para todo o tipo de pessoas. São extremos: você vê de turistas impressionados a punks cobrando duas libras para tirar foto. Após observar por alguns minutos toda aquela “loucura”, notei as opções que poderia escolher para começar minha caminhada. São cinco caminhos a partir da estátua para diferentes direções. Escolhi aleatoriamente um, e segui.

    Como era minha primeira caminhada, decidi não ir direto aos pontos turísticos. Apenas dei voltas pelo centro de Londres, com o objetivo de notar estruturas arquitetônicas (não entendo nada de arquitetura, mas o termo é bonito!), a enorme miscigenação e demais detalhes que chamariam a atenção de uma pessoa que saiu do interior do Rio Grande do Sul.

    O centro de Londres é basicamente composto por milhões de lojas que vendem todo o tipo de produtos. São infinitas lojas e pessoas, muitas pessoas. Enquanto caminhava cuidando todos os detalhes, não pude deixar de ouvir dois brasileiros gritando. Sempre discretos, os brasileiros. As clássicas cabinas de telefone vermelhas dão um ar bonito ao centro. Porém, só servem para enfeite. Tentei usar uma cabina, e, ao entrar nela, não suportei o cheiro de urina. Tentei outra, e encontrei o mesmo problema. Na terceira tentativa, desisti. Outro detalhe sobre as cabinas: Existem também na cor preta! Para mim isso foi uma surpresa.

    Os ônibus vermelhos de dois andares são muito legais. Os carros também chamam a atenção. Eu não percebi nenhum carro velho nas ruas. Até questionei a Lilian, moradora mais antiga da casa, sobre isso. Ela disse que você pode ver carros de marcas antigas, como cadillacs, porém carros recentes nunca são velhos. O fato das revendas de carro oferecerem muitos planos de crédito facilitado é atribuído por ela como uma das razões de dificilmente aparecer, por exemplo, uma Kombi caindo aos pedaços ou aquele Celta surrado.

   Se você gosta de fast-foods, Londres é o seu lugar. Aqui é muito difícil encontrar restaurantes como no Brasil, com opções por quilo. Só à la carte. E são bem caros. Redes como o Mac’Donalds, Burguer King e outras que oferecem frangos e fritas sempre figuram pelas esquinas de Londres. Outro tipo de comida muito comum aqui é a chinesa e indiana.

    Vou postar até aqui e já estou terminando o outro. Estou me enrolando bastante para escrever, pois caminho um monte o dia inteiro e chego de noite muito cansado e com preguiça. Nas próximas linhas trato das pessoas e dos pontos turístico que visitei até então.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Entrada em Londres e Imigração

    Antes de completar o final do capítulo anterior, referente à entrada em Londres, imigração, metro e outras coisas, preciso me defender dos comentários de alguns indivíduos que estão difamando minha pessoa: eu dormi sentado no Galeão porque na noite anterior ao meu voo acordei por volta das cinco da manhã com um temporal ferrenho. Os raios estavam fortes demais. Isso me preocupou muito, pois fiquei com medo de perder o voo. Pensei que o embarque iria ser adiado para outra hora, ou pior, outro dia. Então, se dormi no banco do aeroporto enquanto lia, foi por pura exaustão física, e não por ser mongo, desligado, ou outros termos gentis que alguns amigos estão usando. Assunto encerrado.

    Agora sim: últimos detalhes sobre a chegada em Londres. O aeroporto é normal, nada de impressionante. Na verdade eu nem estava muito ligado nele, meu foco era todo na imigração. Apesar de apreensivo, não me sentia nervoso. Estava com a carta da escola, da moradia e passaporte, tudo certo. Ao entrar na fila para ser “entrevistado”, observei como as pessoas se portavam perante aos agentes. Todas as pessoas eram bem informais. Trocavam meia dúzia de palavras com os oficiais e passavam normalmente. Fiquei mais tranquilo. Fui chamado para o guichê cinco. Nesse momento senti que minhas mãos estavam suando muito. Acho que não estava tão tranquilo quanto pensava.

    O agente era um homem com cerca de 50 anos de idade, educado e bem calmo. Nem reparou muito em mim, foi direto ao ponto. Sua primeira pergunta foi óbvia: o que eu iria fazer na cidade. Quando respondi que meu objetivo era aprimorar meu inglês, ele fez todas as demais perguntas com muita calma e educação. Foi tudo muito tranquilo. Passei sem nenhum problema pela temida imigração. Depois disso comprei o cartão do metrô e fui para casa.

    Os detalhes do meu primeiro dia em Londres são básicos e banais. Dormi até o meio-dia, fui ao mercado, comprei muita água, pão, queijo, presunto e comida congelada. Sobre a casa: É pequena, porém bem aconchegante. A casa é composta por uma cozinha, um banheiro e quatro quartos. Dois individuais, um triplo e um duplo.

    Como estou atrasado na questão dos posts, vou inverter a ordem das coisas. Eu tinha a ideia de escrever um pouco sobre a casa e moradores (são sete,m contando comigo), porém, como os quartos são dividos e a cozinha também, o horário mais fácil para eu conseguir me concentrar é à noite, por volta das 23h. Acho que estou sentido a diferença de horário, até agora não consegui ter uma noite de sono pesado. Vou terminar por aqui agora, e amanhã eu falo sobre as duas voltas que dei sozinho por Londres, das notórias diferenças culturais em relação ao Brasil e algumas outras curiosidades. Hoje vou apelar para o dramin.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Porto Alegre, Rio de Janeiro,Lisboa, Lisboa, Lisboa......................................Londres!

    Aviso o caro amigo, conhecido, curioso ou paciente leitor que esse blog tem o objetivo de contar os “causos” que vou passar no decorrer da viagem a Londres. Se por acaso você entrou aqui para buscar dados, distâncias, informações de lojas e o diabo, esqueça. Nem perca tempo lendo. Claro que algumas coisas vão constar, mas a razão de eu estar batendo os dedos nesse teclado é contar fatos banais e cotidianos que qualquer viajante passa, independentemente do local que está visitando.
    Comecemos, então, pela parte mais chata: embarques, voos, esperas, cansaço, etc. Viagens como a que eu vou fazer sempre oferecem atrativos e experiências inesquecíveis, porém nada poderia vir de graça. E nesse caso, além da quantidade significativa de reais, há o stress e o cansaço. Esperava não ter nada demais para contar dessa parte, porém, aconteceram algumas coisas que até rendem algumas linhas. Vamos a elas:

1) Meu voo de Porto Alegre ao Rio de Janeiro estava marcado para as 10h40min. Saí de Poa com vinte minutos de antecedência. Não viajo com grande freqüência de avião, porém, até onde me consta, esse fato é no mínimo curioso.

2) No Rio de Janeiro, cheguei por volta de 12h30min. Meu voo para Lisboa estava marcado para 17h20min. Almoço uma pizza de má qualidade, e vou ao encontro de um banco para esperar, arte fundamental para mim nesse início de viagem. Por volta de 15h, senti uma dor de barriga muito forte. Fiquei uns bons vinte minutos no banheiro passando trabalho e ouvindo dois cariocas conversarem: pô bicho, assim não dá não moleque, pô, você tem que pegar ela de jeito meu irmão, faz direito pô! Até aí tudo bem, a dor de barriga deveria ser o nervosismo da viagem. Porém, ao sair do banheiro, ao invés de ir pra sala de embarque de uma vez, já que o embarque estava marcado para as 16h30min, decidi sentar e ler mais um capítulo do Ensaio sobre a cegueira. Teria tempo de sobra para ler, já que o capítulo não era muito grande. Aí aconteceu uma coisa que eu nunca imaginei que iria acontecer comigo. Quase no final do capítulo (esse detalhe foi omitido aos meus pais e namarada porque eles iriam querer me matar, especialmente a Vanessa) eu dormi! Não que o livro seja ruim, longe disso, estou gostando muito do estilo do Saramago, mesmo sendo uma leitura considerada por alguns “pesada”. Comentários (im)pertinetes à parte, eu simplesmente dormi sentado. E que horas eu despertei? 16h30min! Saí correndo e entrei na fila para apresentar minha bagagem de mão e passar pela imigração. Resumo da ópera: às 17h eu estava indo em direção ao portão 37. Estava suando em bicas, nervoso, afoito, e atrasado. Quando encontrei o portão, fiquei confuso. Todos os passageiros estavam em torno dele, e nenhum sinal de funcionários que representassem a empresa. Isso gera o próximo capítulo: TAP x Pontualidade

3) Até agora, posso interpretar o P da empresa TAP como qualquer coisa, menos pontualidade. Saí do Galeão, aeroporto do Rio, por volta de 18h40min. Agradeço ao atraso de mais de hora dos amigos portugueses. Salvaram minha pele. O voo foi tranqüilo, só que esqueci o remédio dramin, que em mim exerce um efeito de nocaute. Com isso, vi três filmes pela metade, li dois capítulos do Ensaio e uma revista de história em Espanhol. Cheguei moído em Lisboa às 7h30min. Meu voo para Londres era às 14h45min.

4) Para não cometer o mesmo erro duas vezes, ao chegar em Lisboa fui direto à sala de embarque. Caso eu fosse capotar em uma cadeira, avisaria algum funcionário o horário do meu voo e dormiria em paz. Porém, por volta das 10h, descobri que a TAP estava novamente sendo gentil comigo e com outros tantos passageiros com destino a Londres: o voo atrasaria 1h! De novo? Ao diabo a TAP! Dessa vez eu poderia reclamar de boca cheia, estava na sala de embarque com 5 horas de antecedência! Não teve remédio. Abordei uma cidadã que estava com um laptop e perguntei se ela estava conectada à internet. Após a negativa, vi que era brasileira e ficamos conversando. Conversar faz o tempo passar um pouco mais rápido. Um pouco. Ela era de Fortaleza e estava voltando da França. Seu namorado era de lá. Mais detalhes dessa conversa são irrelevantes, pois foi a típica conversa de espera no aeroporto: para onde você já foi? Aé? Quanto tempo? Legal? Eu fui pra tal lugar... No final das contas, embarquei às 16h e pouco para Londres.

5) Ao chegar em Londres, fui comprar o oyster, cartão para ter acesso ao metrô. Depois comprei um cartão telefônico e tentei ligar para meu velho. Trocadas as notícias, fui pegar o metrô e ir para “casa”. Detalhes da imigração, aeroporto e moradia ficam pro próximo capítulo.

   Como estou há dois dias em Londres, não tenho muito o que falar até então. Fiz esse capítulo inicial só para os detalhes da chegada. Mais fatos, dessa vez agradáveis e sem esperas e atrasos ficam para os próximos dias. Um abraço a todos, especialmente à TAP!