Devido a uma greve nos metrôs, nessa segunda-feira, “ganhei” uma tarde para ficar em casa. Como choveu muito o dia todo e não sei muito bem pegar ônibus, fiquei por casa para escrever e revisar o conteúdo de inglês. Amanhã será um problema ir à aula, pois todos os ônibus estarão extremamente lotados, no melhor estilo brasileiro. Os organizadores da greve prometeram 24h sem serviço nos metrôs a partir das 17h de hoje. Outro motivo que me fez ficar em casa foi a gripe. Estou com o nariz podre e muito moleza no corpo.
Seguindo o post anterior, tratemos um pouco sobre as pessoas. Andar pelas ruas de Londres pode ser um jogo do tipo, qual a sua nacionalidade? Salvo os indianos, turcos e chineses (japoneses e coreanos, que eu nunca sei a diferença, e, pra piorar, às vezes são brasileiros!) é muito difícil identificar a origem das pessoas. É uma mistura imensa. Sempre ouvi falar que o povo inglês é fechado e não gosta de conversar com outras pessoas. Porém, até agora isso é apenas um dito para mim. Nunca recebi uma reposta negativa a um pedido de ajuda. Algumas pessoas eram inglesas, pois perguntei. Outras, não tenho a mínima ideia. Independentemente da origem, recebi sempre respostas positivas e sempre educadas. Talvez essa grande miscigenação tenha quebrado um pouco o gelo do povo inglês. Eu não sei o que pensar sobre isso. O que posso escrever é que encontrei muitas pessoas educadas.
Sobre o transporte coletivo, existem diferenças em relação ao Brasil. Nos ônibus não existem cobradores. Quando você entra no veículo, dá de cara com um tipo de painel eletrônico, redondo e do tamanho de uma laranja, onde todas as pessoas passam o cartão Oyster*. Esse painel fica ao lado do motorista. Porém, muitas vezes o "motóra" não está nem aí para você. Fica olhando para o outro lado da janela, pensando na morte da bezerra. O sistema depende da boa fé das pessoas. É possível entrar no ônibus sem ter um centavo no bolso. O risco que o gatuno corre é que, eventualmente, agentes fazem uma vistoria nos veículos. Em determinada parada, as entradas são bloqueadas e um agente entra no ônibus com uma maquininha que confere se o cartão Oyster foi tocado no painel. Caso você seja pego em flagrante, pode ter que pagar uma multa que gira em torno de cem libras e ser preso. Não pagar o ônibus é crime de ofensa pública, segundo me disse a Lila.
*Oyster é o cartão vale transporte de Londres. Você escolhe as zonas que quer (da 1 a 6), e compra por um período que dura de uma semana a um ano (ou um pouco menos, não tenho certeza). O cartão possibilita o trânsito livre por trens, metrôs e ônibus. Caso use outras linhas, você paga um custo adicional.
As paradas de ônibus têm mapas e outras informações. Mesmo que você não saiba nada de Londres, como eu, pegar ônibus não é tão difícil porque, além dos mapas, dentro dos veículos existem painéis eletrônicos que mostram o nome de cada parada. Os veículos também possuem avisos eletrônicos, através de uma voz enjoada de mulher robô. Você só precisa saber para onde quer ir, seguir os mapas, levar um livro ou tirar uma sesta.
No metro é o mesmo esquema: você toca o oyster nas catracas e libera a entrada. Porém, existem agentes pelos arredores e não é possível liberar a entrada sem o toque do cartão. Em relação ao trem, o sistema de boa fé novamente aparece. Como não é preciso passar por catracas para acessar a estação, há um lugar específico para o painel de toque do cartão. Só depende de você passar ou não. O trem também é sujeito a revistas aleatórias.
Encerrando essa parte do transporte. Se você vier um dia para Londres, saiba que o Oyster funciona de longe, ou seja, você pode por ele na sua carteira e deu. Encoste a carteira no painel e sua entrada é liberada. Nas primeiras vezes eu não sabia disso, e toda a santa vez que ia pegar o metrô ou o ônibus, perdia alguns segundos pegando meu oyster da carteira e atrapalhando o fluxo de pessoas. Até que reparei algumas pessoas fazendo isso e aprendi. Sempre é bom observar os mais experientes!
Enquanto finalizava o post, acessei o site do http://www.tfl.gov.uk/, site do transporte de Londres. Só uma linha está parada. Espero que continue assim, se não amanhã tenho que acordar pelas seis para pegar o ônibus, e com essa gripe fica complicado.
Bah! Mas tu tem que melhorar logo :/
ResponderExcluirTem que cuidar essa gripe! Beijos!
Coitado do motora... perdeu a bizerra!!!
ResponderExcluirLondon é uma cidade sonolenta?
ResponderExcluira pergunta é pelo fato da questão do sono ser recorrente.
sempre pensando no 'hibernar'.
cuide-se querido! vê se não dorme no ponto!
abraço