domingo, 5 de setembro de 2010

Primeiras voltas por Londres

    Antes de falar sobre as primeiras voltas que dei por Londres, trato rapidamente sobre a casa e os moradores. É o segundo capítulo que começo com “antes de falar disso, vou falar um pouco daquilo”. Espero que seja o último, pois não pretendo deixar mais textos atrasados, já que meu corpo deve estar adaptado ao fuso horário nos próximos dias.

    Como escrevi no post anterior, na casa moram sete pessoas. É uma moradia simples, com uma cozinha/sala, quatro quartos e um banheiro. Abaixo os detalhes gerais de cada morador para finalizar essa primeira parte:

Quarto 1: Lisiane (Lila), de Lagoa Vermelha, mora cerca de quatro anos na casa, sete em Londres.

Quarto 2: Alberto, colombiano, mora na casa há dois anos. Não sei mais informações sobre ele, pois percebi que dificilmente está em casa. Parece que trabalha de madrugada e dorme de dia em casa, quando dorme. Se não me engano ele tem parentes por aqui. Apenas aluga o quarto, não divide nada na cozinha.

Quarto 3: Pertence ao casal de irmãos Adriano e Carla, de Passo Fundo. Chegaram junto à casa. Estão há cerca de onze meses em Londres.

Quarto 4: Stefan, carioca do Rio, mora há quatro meses aqui; Pablo, gaúcho de Porto Alegre, está há meses na casa. Por fim, eu.

    Se em algum momento for necessário, entro em mais detalhes sobre os moradores. Por enquanto, julgo que não seja. Última questão: para quem não percebeu, a casa é dominada pela gauchada! Mas que barbaridade tchê! São cinco cuias e bombas e vários pacotes de erva mate. E eu que estava receoso de ficar dois meses sem um bom chimarrão!

    Bom, agora atenção exclusiva a Londres. Segunda-feira, meu terceiro dia na cidade, depois de ter ajeitado meu quarto, minha mala e ter comprado comida, decidi movimentar o organismo. Peguei minha câmera digital, um mapa e saí.

    Minha casa é perto da estação Manor House. Para chegar a Piccadilly Circus, região centro de Londres, demoro cerca de 40 minutos. Na minha primeira viagem lúcida de metro, pude reparar discretamente nas pessoas. Ler e dormir são as duas atividadaes mais praticadas pelos passageiros. Caso uma pesquisa fosse realizada sobre qual das duas é mais frequente, eu votaria na opção da pequena sesta no banquinho apertado do metrô. Claro que é cedo parar dizer que isso é um fato concreto, mas em cinco dias isso fica evidente. Eu mesmo aproveitei um dia para “descansar os olhos”.

    Ao sair do metro, dei de cara com a estátua central de Picaddilly: Eros (a próxima vez que eu passar por lá vou conferir se é uma homenagem ao deus do amor; alguns sites afirmar que não é, porém não citam fontes). Um aglomerado de pessoas ficava em volta da estátua, como um bando de formigas ao redor de um pedaço de chocolate no chão. A estátua é um “point” para todo o tipo de pessoas. São extremos: você vê de turistas impressionados a punks cobrando duas libras para tirar foto. Após observar por alguns minutos toda aquela “loucura”, notei as opções que poderia escolher para começar minha caminhada. São cinco caminhos a partir da estátua para diferentes direções. Escolhi aleatoriamente um, e segui.

    Como era minha primeira caminhada, decidi não ir direto aos pontos turísticos. Apenas dei voltas pelo centro de Londres, com o objetivo de notar estruturas arquitetônicas (não entendo nada de arquitetura, mas o termo é bonito!), a enorme miscigenação e demais detalhes que chamariam a atenção de uma pessoa que saiu do interior do Rio Grande do Sul.

    O centro de Londres é basicamente composto por milhões de lojas que vendem todo o tipo de produtos. São infinitas lojas e pessoas, muitas pessoas. Enquanto caminhava cuidando todos os detalhes, não pude deixar de ouvir dois brasileiros gritando. Sempre discretos, os brasileiros. As clássicas cabinas de telefone vermelhas dão um ar bonito ao centro. Porém, só servem para enfeite. Tentei usar uma cabina, e, ao entrar nela, não suportei o cheiro de urina. Tentei outra, e encontrei o mesmo problema. Na terceira tentativa, desisti. Outro detalhe sobre as cabinas: Existem também na cor preta! Para mim isso foi uma surpresa.

    Os ônibus vermelhos de dois andares são muito legais. Os carros também chamam a atenção. Eu não percebi nenhum carro velho nas ruas. Até questionei a Lilian, moradora mais antiga da casa, sobre isso. Ela disse que você pode ver carros de marcas antigas, como cadillacs, porém carros recentes nunca são velhos. O fato das revendas de carro oferecerem muitos planos de crédito facilitado é atribuído por ela como uma das razões de dificilmente aparecer, por exemplo, uma Kombi caindo aos pedaços ou aquele Celta surrado.

   Se você gosta de fast-foods, Londres é o seu lugar. Aqui é muito difícil encontrar restaurantes como no Brasil, com opções por quilo. Só à la carte. E são bem caros. Redes como o Mac’Donalds, Burguer King e outras que oferecem frangos e fritas sempre figuram pelas esquinas de Londres. Outro tipo de comida muito comum aqui é a chinesa e indiana.

    Vou postar até aqui e já estou terminando o outro. Estou me enrolando bastante para escrever, pois caminho um monte o dia inteiro e chego de noite muito cansado e com preguiça. Nas próximas linhas trato das pessoas e dos pontos turístico que visitei até então.

4 comentários:

  1. O finado fusca que ia fazer sucesso nas ruas de Londres, esse sim é moderno hehe

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  2. Que legal essas tuas primeiras impressões... mas vê se não dorme no metrô de novo! Vai que perde o ponto?!
    Ficadica: Não come comida indiana! Tu pode se arrepender! Hahaha
    Beijos

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  3. tive esses pensamentos dos amigos acima ... Lembrei do Herby e do 'não coma comida indiana'. rs

    Bem, interessante a forma com que vc está observando (e porque não, absorvendo) London. Mais bacana ainda a forma com que você está transmitindo em palavras isso tudo. Aguardo mais registros imagéticos. confio na sua sensibilidade fotográfica para captar essas observações em recortes da realidade.

    uma grande abraço Ninho,
    cuide-se por ai!
    "viva tudo o que há para viver"

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  4. E tu não tirou uma foto com o punk?!?! FUCK!

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