Antes de completar o final do capítulo anterior, referente à entrada em Londres, imigração, metro e outras coisas, preciso me defender dos comentários de alguns indivíduos que estão difamando minha pessoa: eu dormi sentado no Galeão porque na noite anterior ao meu voo acordei por volta das cinco da manhã com um temporal ferrenho. Os raios estavam fortes demais. Isso me preocupou muito, pois fiquei com medo de perder o voo. Pensei que o embarque iria ser adiado para outra hora, ou pior, outro dia. Então, se dormi no banco do aeroporto enquanto lia, foi por pura exaustão física, e não por ser mongo, desligado, ou outros termos gentis que alguns amigos estão usando. Assunto encerrado.
Agora sim: últimos detalhes sobre a chegada em Londres. O aeroporto é normal, nada de impressionante. Na verdade eu nem estava muito ligado nele, meu foco era todo na imigração. Apesar de apreensivo, não me sentia nervoso. Estava com a carta da escola, da moradia e passaporte, tudo certo. Ao entrar na fila para ser “entrevistado”, observei como as pessoas se portavam perante aos agentes. Todas as pessoas eram bem informais. Trocavam meia dúzia de palavras com os oficiais e passavam normalmente. Fiquei mais tranquilo. Fui chamado para o guichê cinco. Nesse momento senti que minhas mãos estavam suando muito. Acho que não estava tão tranquilo quanto pensava.
O agente era um homem com cerca de 50 anos de idade, educado e bem calmo. Nem reparou muito em mim, foi direto ao ponto. Sua primeira pergunta foi óbvia: o que eu iria fazer na cidade. Quando respondi que meu objetivo era aprimorar meu inglês, ele fez todas as demais perguntas com muita calma e educação. Foi tudo muito tranquilo. Passei sem nenhum problema pela temida imigração. Depois disso comprei o cartão do metrô e fui para casa.
Os detalhes do meu primeiro dia em Londres são básicos e banais. Dormi até o meio-dia, fui ao mercado, comprei muita água, pão, queijo, presunto e comida congelada. Sobre a casa: É pequena, porém bem aconchegante. A casa é composta por uma cozinha, um banheiro e quatro quartos. Dois individuais, um triplo e um duplo.
Como estou atrasado na questão dos posts, vou inverter a ordem das coisas. Eu tinha a ideia de escrever um pouco sobre a casa e moradores (são sete,m contando comigo), porém, como os quartos são dividos e a cozinha também, o horário mais fácil para eu conseguir me concentrar é à noite, por volta das 23h. Acho que estou sentido a diferença de horário, até agora não consegui ter uma noite de sono pesado. Vou terminar por aqui agora, e amanhã eu falo sobre as duas voltas que dei sozinho por Londres, das notórias diferenças culturais em relação ao Brasil e algumas outras curiosidades. Hoje vou apelar para o dramin.
fico feliz que a sua chegada ao Velho Mundo tenha sido sem maiores gafes ... rsrrs .. brincadeira, querido.
ResponderExcluirFotografe o inusitado, estude bastante e não esqueça minha encomenda!
beijos,
Luz, amor & paz!